Pública presente no ato da Paulista que pediu justiça pela morte do jovem congolês Kabagambe.

Imigrantes pedem por investigação rigorosa. Jovem de 24 anos veio para o Brasil refugiado do seu país (Congo) em 2011, e acabou espancado cruelmente até a morte com mais de 30 pauladas. 

Nessa manhã, sábado, 5/2, a Pública Central do Servidor esteve presente na Avenida Paulista que reuniu ativistas, integrantes de movimentos negros, cidadãos paulistanos, estudantes e diversos outros segmentos da sociedade num importante protesto pedindo por justiça contra os agressores que assassinaram o jovem congolês, Moises Kabagambe. 

O congolês foi vítima da sequência de agressões, segundo a família, após ter cobrado dois dias de pagamento atrasado. Seu corpo foi encontrado amarrado e já sem vida, retrato da brutalidade que infelizmente já não é tão comum em nosso país.

Três agressores flagrados por uma câmera de segurança do quiosque Tropicália, na Barra, estão presos pelo crime e foram indiciados por homicídio duplamente qualificado.

A concentração da manifestação se deu no vão do Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp), localizado no centro financeiro da capital e já próximo às 12h o ato ocupava uma das vias da Paulista que teve o seu trânsito desviado. 

O Presidente da Pública, José Gozze, marcou presença na Paulista, manifestou seu total repúdio contra essa selvageria e sentiu de perto o clima de luto entre os presentes. 

Os manifestantes pediram “justiça” pela morte do congolês, recitaram poesias africanas e conversam sobre as dificuldades que os imigrantes enfrentam ao chegarem ao Brasil, pedindo mais apoio do governo.

No Rio de Janeiro, o ato foi em frente ao quiosque Tropicália, onde ele foi morto a pauladas, na Barra da Tijuca. Os manifestantes se reuniram em um ato pacífico na luta contra o racismo e a xenofobia.

Manifestantes próximo ao quiosque Tropicália, onde ocorreu o crime (foto) 

Moïse Kabagambe trabalhava por comissões nos quiosques do local – no Tropicália e no Biruta, que a prefeitura anunciou que vão virar um memorial à cultura africana e podem ser administrados pela família da vítima.

O que se espera é que a justiça seja rápida no sentido de investigar e punir exemplarmente os criminosos. 

Comunicação/Cal/Pública/2022 

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