A economia do III Reich e o Déjà vu em território brasileiro

Paulo Guedes se julga a versão tupiniquim de Hjalmar Schacht, o ministro da economia do III Reich. Lamentavelmente, existem muitas coincidências: são economistas que estudaram fora do país; ambos eram banqueiros e assumiram a mesma pasta; os dois apresentavam grau elevado de psicopatia, tamanho o desprezo pelo ser humano, tal qual os seus chefes Bolsonaro e Hitler; e, por fim, mas sem esgotar, ao final do III Reich, o ministro alemão tornou-se uma figura decorativa, assim como o seu admirador “reencarnado” no Brasil. Porém, dúvidas não há de que o nazista alemão tinha um QI muito maior do que o fascista brasileiro.

Guedes menospreza o serviço público, contra o qual imputa o flagelo do atual governo e, por isso, tenta destruí-lo, já que não conseguiu ludibriar a imensa maioria dos servidores públicos. Talvez por trás de todo esse desespero habite o medo. Afinal nosso Ministro não quer um serviço público de qualidade, nem tão pouco nas mãos do Estado a melhor empresa petrolífera de águas profundas do mundo ou a maior, melhor e secular instituição financeira do país, o Banco do Brasil.

Dessa forma, age para sucatear e viabilizar a privatização do serviço público para que seus colegas – principalmente do sistema financeiro – possam lucrar mais. Para não correr o risco de fracassar, luta contra o tempo para evitar que algum servidor ousado dê um basta e impeça que um economista medíocre, a serviço das grandes corporações, seja o pivô da maior tragédia econômica e social jamais imaginada para o Brasil.

É provável que a sina do nosso Ministro tenha similitude com outro personagem famoso, o Alphonse Gabriel Capone, que também se achava dono de todos os servidores que conseguia “comprar” e eliminava os não cooptáveis, até que se deparou com Elliot Ness, um abnegado servidor da receita americana, cujo desfecho todos sabemos.

Caro Ministro, uma coisa é certa: nós ainda o veremos atrás das grades e/ou no limbo da história, assim como se deu com o seu ídolo alemão e dar-se-á com seu chefe brasileiro.

Os servidores públicos não medirão esforços para impedir que senhor destrua o país!

Pública Central do Servidor

Comunicação/Cal/Pública/2020

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*