Pública presente no histórico 1º de maio brasileiro.

O 1º de Maio Solidário, em Defesa da Democracia, com a visão “Um novo mundo é possível”, entrou para a história. Quem viveu o tempo em que se originou essa data emblemática não imaginava que no futuro seria possível movimentar tantos segmentos à distância para realizar uma festa com o porte desse inédito evento virtual. Nesse tempo em que vivemos com as limitações impostas por uma doença que acomete o mundo, o Covid-19, também conhecido por Pandemia do Novo Coronavírus, todos tiveram que se reinventar e assim foi a homenagem ao 1º de Maio, dia do Trabalho que também é o dia do Trabalhador.

Agora vamos conhecer um pouco de como surgiu esse dia e para tanto façamos uma pequena viagem.

Voltando o relógio do tempo

A homenagem remonta ao dia 1 de maio de 1886, quando uma greve foi iniciada na cidade norte-americana de Chicago, com o objetivo de conquistar condições melhores de trabalho, principalmente a redução da jornada de trabalho diária, que chegava a 17 horas, para oito horas. Nessa manifestação, houve confronto com policiais, o que resultou em prisões e mortes de trabalhadores. Seria esta uma manifestação que serviria de inspiração para muitas outras que se seguiria. Essas lutas de trabalhadores não foram em vão. “Os trabalhadores de todo o mundo conquistaram uma série de direitos e, em alguns países, tais direitos ganharam códigos de trabalho e também estão sancionados por Constituições. No período entre-guerras, a duração máxima da jornada de trabalho foi fixada em oito horas, na maior parte dos países industrializados.

E no Brasil, como isso se deu?

Dia do Trabalhador ou Dia do Trabalho? Como o Primeiro de Maio foi ‘apropriado’ por Getúlio Vargas

Como citamos acima, foi por conta dessa greve em 1886, em Chicago, que o dia Primeiro de Maio entrou para a História como Dia Internacional dos Trabalhadores. Ou Dia do Trabalhador, Dia do Trabalho ou Festa do Trabalho — as denominações variam de parte a parte do planeta e carregam pequenas diferenças semânticas.

No Brasil, embora haja registros de manifestações operárias já no fim do século 19, a data foi oficializada em 1924 — durante a gestão do presidente Artur Bernardes (1875-1955) — mas, como atestam historiadores contemporâneos, acabou sendo cooptada pela máquina estatal alguns anos mais tarde, na gestão Getúlio Vargas (1882-1954).

Trocando em miúdos, sem alterar o decreto original, Vargas mudou o protagonismo da data: deixou de ser o Dia do Trabalhador para se tornar o Dia do Trabalho.

Agora voltemos para os nossos dias e o grande 1º de Maio de 2020

A Pública Central do Servidor unida às demais Centrais Sindicais, CGTB, CSB, CTB, CUT, FORÇA SINDICAL, INTERSINDICAL, NCST, UGT, e FRENTE BRASIL POPULAR, protagonizaram um dia que será lembrado como o de um primeiro evento realizado, virtualmente e com um alcance extraordinário de brasileiros.

Participaram do evento diversas personalidades como músicos, artistas plásticos, artistas internacionais, poetas, além de esportistas e políticos que prenderam a atenção dos seguidores ao vivo nas redes sociais, com vários profissionais de comunicação disseminando o evento em tempo real para todos os cantos do Brasil.

A Pública teve presença maciça da sua diretoria durante a live do “1º de Maio Solidário”, registrando e prestigiando a festividade até o último momento.

Representando a Pública manifestaram-se oficialmente, o Presidente José Gozze e a Secretária Geral, Silvia Helena ressaltando a importância da  participação das mulheres na política.

Gozze em sua fala parabeniza os trabalhadores pelo seu dia. “Hoje, dia do trabalhador é um dia de festa, mas não só isso, é um dia de luta, de conscientização. O trabalhador é  quem constrói esse país e a sua riqueza vem pelas mãos do trabalhador, do seu trabalho. Nesse momento estamos vivendo três grandes crises, a da saúde, a institucional e a financeira. Vamos passar por tudo isso para reconstruir o país e o trabalhador é o principal elemento dessa reconstrução.  Temos que por a mão na massa, temos que lutar por uma melhor distribuição das riquezas. Vamos ter consciência de que muitos são os desafios que vêm pela frente em busca de um Brasil mais humano”.

Silvia Helena salientou a importância da união das mulheres “nesse dia que deve ser marcado por luta, por manifestações, mas com responsabilidade, pois vivemos um momento difícil da saúde brasileira com essa pandemia do coronavírus, precisamos ainda estar juntos, reagindo diante dessa solapada de retirada de direitos do servidor, salientando a importância do papel da mulher na política brasileira, pois somos a maioria dos eleitores nesse país.  Precisamos ainda mostrar a nossa força defendendo o trabalhador, os nossos lares, mostrando para o Brasil a força da mulher.”

O Presidente parabenizou a todos os organizadores e a dedicação dispensada pela diretoria nessa participação que aumentou a visibilidade da Pública Central do Servidor em todo o Brasil, dizendo ainda que a grande luta em defesa dos direitos dos servidores deve continuar com toda a força demonstrada nesse evento pelos diversos segmentos da sociedade brasileira.

Comunicação/Cal/Pública/2020

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