Pública participa na ALESP do lançamento da Frente Parlamentar em defesa do serviço público

Com a presença de servidores públicos, dirigentes e membros de entidades de defesa do funcionalismo, o auditório Teotônio Vilela, foi palco de lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público, realizado na tarde desta segunda-feira (11/11). O evento foi organizado por José Gozze, presidente da Pública – Central do Servidor e apoiado pelo deputado Carlos Giannazi (PSOL). “Essa frente é um grande instrumento de luta e de resistência dos servidores de todo o Estado de São Paulo”, destacou o parlamentar.

Segundo Gozze, o governo busca implementar no Estado a reforma administrativa que muda regras de carreira, ingresso, promoção e salários de funcionários públicos. “Essa reforma, praticamente destrói o serviço e o servidor público. Sem esses funcionários, não teremos um estado do bem-estar social e o cidadão é que sofre”, explicou.

Gozze destacou que a nova frente parlamentar será implantada também em outros estados brasileiros e em alguns municípios.

Dirce Kosugi, presidente do Instituto de Estudo da Seguridade Social Wladimir Novaes Martinez, destacou a falta de abertura de novos editais para concursos públicos. Ela também explicou que dois terços do quadro de funcionários se aposentaram com receio da reforma da previdência. “Hoje nós estamos com um contingente mínimo sem condições de dar conta das pequenas necessidades dos trabalho”, concluiu.

Abordando questões de segurança pública, a presidente do Sindicato dos delegados, Raquel Gallinate, destacou que a falta de proteção para a sociedade é o resultado da ausência da valorização e do desmonte dos serviços públicos. Segundo Raquel, a falta de contração está presente também para os cargos de policiais. “Temos um déficit para o Estado de São Paulo que supera 14 mil policiais”, enfatizou.

“Por tudo isso é que nós estamos nos mobilizando nessa grande frente de entidades de servidores públicos em todo o Estado de São Paulo para combater todos esses ataques do neoliberalismo desumano contra os trabalhadores”, finalizou o deputado Carlos Giannazi.

Comunicação/Pública/2019

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