Depois da reforma da Previdência, a tributária passa a ser a prioridade.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou em entrevista nesta terça-feira (15), o calendário de tramitação da reforma da Previdência (PEC 6/2019), que passou pela segunda sessão de discussão no Plenário do Senado nesta terça. A PEC será votada em segundo turno no dia 22 de outubro. Davi acrescentou que, concluída essa etapa, a reforma tributária terá prioridade na Casa. Ele disse esperar um texto conciliatório.

— Quero conversar um pouco com o ministro [da Economia] Paulo Guedes para tratarmos a construção do texto da reforma tributária entre Câmara, Senado e governo — declarou.

Conforme acordo estabelecido com os senadores, a reforma da Previdência será debatida na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) nesta quinta-feira, às 11h.

A Pública acompanhará de perto a reforma da Previdência no Congresso Nacional, assim como teve uma participação ativa na Previdenciária, com seus filiados participando de eventos em todo o país e não vai medir esforços para denunciar que a reforma da Previdência está embasada em dados falsos trazidos pelo governo federal que busca apenas tirar dos mais pobres para dar aos mais ricos, justamente o contrário das promessas de campanha.

Não negamos que haja a necessidade de uma reforma, mas que seja possível sem trazer o estado de miserabilidade para mais de 90% dos trabalhadores brasileiros, aplicando as recomendações da CPIPREVE do Senado Federal aprovadas por unanimidade, inclusive pelos representantes do governo na ocasião.

A Pública lutará até o último momento para reverter esse projeto de destruição da Previdência e da Seguridade Social. A reforma tributária precisa trazer uma diminuição das desigualdades sociais e tributárias, pois hoje quem paga mais impostos são os mais pobres e os microempresários. As grandes corporações são isentas de impostos e ainda ganham renúncias fiscais. Como exemplo pode-se citar as isenções das empresas estrangeiras extratoras de petróleo que vão deixar de pagar tributos que ultrapassam a cifra da suposta economia com a atual reforma da Previdência.

Fonte: Agência Senado

Comunicação/Pública/2019

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