Pública Central do Servidor presente na ALMG, em debate sobre Previdência Social.

Para a audiência pública da Comissão de Trabalho, da Previdência e Assistência Social na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no último dia 23/5, requerida pela deputada Beatriz Cerqueira, foi convidado o presidente da Fundação Perseu Abramo, professor da Unicamp e ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplica (IPEA), Márcio Pochmann. O objetivo da reunião foi de debater os impactos de políticas públicas estratégicas na geração de empregos para a sustentabilidade da Previdência Social.

Pochmann falou sobre os riscos que a Previdência Pública corre e as consequências na Seguridade Social, geração de emprego e aposentadoria. O professor também fez uma análise do cenário político, ressaltando a necessidade de mobilização em defesa dos direitos da classe trabalhadora e quais desafios de luta o país terá com a precarização das relações de trabalho.

Segundo destacou o economista, em 2016, ainda no governo de Michel Temer, teve início um processo de desmonte da previdência e das relações de trabalho que assumiu agora dimensões mais drásticas. Citando dados do IBGE, Márcio frisou que um a cada três brasileiros está procurando emprego, e isso numa economia que encolheu 5% em relação a 2014.

“Ao contrário do que diz o governo, a reforma da previdência como está pretendida vai piorar esse quadro”, prevê o economista, ao destacar que o governo quer deslocar o atual regime previdenciário, hoje financiado pelo trabalhador, pelo empresário e pelo governo através dos impostos, para o regime de capitalização, em que cada trabalhador passará a financiar sua aposentadoria.

A Pública Central do Servidor foi representada no evento pelo seu 2º Vice-Presidente, Hugo René, que em sua fala manifestou que “A nova Previdência corta o Benefício da Prestação Continuada – BPC e ao fazê-lo, deixa de movimentar o dinheiro das pequenas cidades, nos bairros, nas periferias, deixando de gerar imposto. O que gera imposto é a circulação de dinheiro e não a sua concentração. A Reforma da Previdência, então, iria diminuir a arrecadação de impostos e conseqüentemente quebrar as pequenas e micro-empresas desses municípios mais distantes e das periferias das cidades.”

A Pública Central do Servidor está promovendo em todos o pais debates sobre a reforma da previdência e seus impactos para os servidores e a sociedade brasileira.

Fonte: Beatriz Cerqueira

Pública/Comunicação

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