Nota de Repúdio à Gazeta – Investir no servidor é garantir serviço público de qualidade

O Sindipúblicos vem manifestar seu total repúdio ao jornal A Gazeta pela publicação da equivocada reportagem do dia 12 de maio: “ES investe R$ 108 milhões e gasta R$ 2 bi com pessoal”

Infringindo até mesmo os princípios éticos jornalísticos, de escutar todos os envolvidos na notícia, o jornal ouviu apenas o governo e especialistas, mas ignorou os representantes dos servidores, mais uma vez atacados ao serem comparados como gasto e não investimento.

É preciso reforçar que, diferente do publicado pelo jornal, os servidores públicos estaduais estão com seus salários defasados, visto que os governos sequer têm garantido a reposição inflacionária aos salários dos trabalhadores conforme determina a Constituição Federal. Apenas no período de 2012 a 2017 já são 32,7% de perdas inflacionárias.

O mesmo jornal ainda ignora que remunerar os servidores, bem como trabalhadores,  é sim investimento. Profissionais bem remunerados são fundamentais na execução dos mais diversos serviços. Logo, não há de se diferenciar custo com infraestrutura colocando esses como investimento, e custos com pessoal, colocando esses como mera despesa.

Não existe prestação de serviço, papel fundamental do Estado, sem pessoal. De que adiantaria, por exemplo, o Estado investir milhões em uma máquina, se não remunerar dignamente o profissional para operá-la?

No lugar de ‘criminalizar’ os servidores pela crise econômica vivenciada, o jornal A Gazeta deveria se aprofundar em como se administra as políticas públicas destacando que a falta de recursos se dá devido a má gestão, que no lugar de contratar por concursos públicos – em que os servidores pagam o IPAJM, para futuramente se aposentarem; os governos estaduais, principalmente a última gestão Paulo Hartung, insistem em contratar por Designação Temporária, em que os servidores não contribuem para a aposentadoria pública do Estado.

Esse mesmo jornal deveria publicar matéria de capa sobre os vultuosos valores que o Estado deixa de arrecadar anualmente diante as isenções fiscais, bem como os valores que são sonegados e, devido a falta de investimento, justamente em pessoal, estão com dificuldade em recuperá-los.

O bom jornalismo se faz efetivamente com a pluralidade das opiniões e informações, e não quando se escuta apenas os “lados” que lhe convém.

Fonte: SindiPúblicos

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*